About Lamain Cruise I
Saímos cedo de Labuan Bajo, com os motores a todo vapor — o mar costuma ficar liso antes das 9h, e precisamos desse intervalo para chegar a Kelor no meio do dia. A Lamain Cruise I não é feita para travessias longas como os liveaboards; é um speedboat de casco reforçado, projetado para mover grupos com velocidade e conforto. Com capacidade para 26 pessoas, operamos apenas com charter completo, nunca compartilhado, então o grupo define o ritmo do dia.
A cabine abaixo do convés é pequena — só uma, escondida sob o deck superior — mas não serve para dormir. É usada para guardar equipamentos, primeiros socorros e dar ao mestre de mergulho um espaço seco para preparar cilindros, se necessário. A maioria dos hóspedes fica no convés, onde os bancos acolchoados cercam a área central e a lona retrátil se estende quando o sol está mais forte.
O roteiro depende da maré e do vento, mas em um trajeto padrão, fundeamos perto de Kelor Island por volta das 11h30. É lá que os hóspedes entram para um snorkel ao meio-dia, acima dos recifes rasos. A tripulação já tem o almoço pronto — arroz, peixe grelhado e mamão fresco — servido no estilo buffet no deck traseiro. Não paramos muito tempo; por volta das 13h, seguimos rumo ao sul, em direção à Pink Beach. A Lamain Cruise I lida bem com o mar agitado entre Bidadari e Komodo Island, mas reduzimos a velocidade no canal onde as correntes se estreitam. Perto de Sebayur Island, podem surgir ondas paradas se o vento vier do sudeste.
Na Pink Beach, fundeamos no lado leste, onde a areia fica intocada e a água é mais calma. Os hóspedes têm uma hora para caminhar pela enseada, fazer snorkel na borda do recife perto da costa avermelhada ou simplesmente se refrescar sob a lona que montamos na praia. Programamos a saída por volta das 15h, rumo ao norte, para Manta Point em Batu Bolong. É um percurso de 25 minutos, e vamos explicando a etiqueta com mantas no caminho — nada de tocar, sem flash, manter flutuação estável. Quando as mantas estão presentes, circulam a estação de limpeza por horas, e nós flutuamos acima, deixando os hóspedes entrarem um por vez pela popa.
Por volta das 17h, começamos a última etapa de volta a Labuan Bajo. O sol se põe atrás de Rinca, e a tripulação distribui toalhas frias e a última rodada de bebidas. O sistema de som continua ligado — geralmente reggae suave ou batidas tropicais — até atracarmos no marina às 18h. Não há uso de cabines para pernoite; este barco retorna no mesmo dia. Ele não é para lua de mel nem quem busca solidão. Mas se o seu grupo tem entre 15 e 26 pessoas e quer um dia inteiro nos pontos altos do Komodo, com potência confiável e espaço para se mover, a Lamain Cruise I é um dos poucos speedboats aqui que não deixa ninguém cansado na volta.










