About Cordelia
Quando estamos em Batu Bolong, posicionamos a proa da Cordelia contra a corrente logo antes do pôr do sol – é a única forma de manter distância segura do recife enquanto a maré sobe e a corrente intensifica. Com 33 metros, a Cordelia não é o maior phinisi por aqui, mas seu casco corta limpo as ondas do Mar de Savu, e já a conduzimos com estabilidade em meio a ventos de monção enquanto outras embarcações voltavam para Labuan Bajo. Suas cinco cabines acomodam 14 pessoas, e programamos as partidas do motor para não perturbar depois das 21h ou antes das 6h – essencial quando você está adormecendo ao som das ondas batendo na areia rosa de Padar.
A maioria dos barcos corre de Komodo Island para Pink Beach antes das 10h, mas nós ancoramos cedo em Sebayur e esperamos a maré estabilizar. Isso significa que você entra na água em Manta Point em águas calmas, sem lutar contra as ondulações superficiais. As cabines Sapphire no convés superior pegam o sol da manhã, mas o verdadeiro destaque é a Diamond Cabin – à frente do convés principal, com duas janelas grandes voltadas para a proa. Quando ancoramos em Kalong Island ao entardecer, dá para sentir que toda a mangueira é só sua. Nossa tripulação de seis membros conhece cada obstáculo no fundo de Taka Makassar; já lançamos âncora lá mais de 200 vezes.
O café da manhã é feito sob encomenda – nada de buffet – porque, depois de ver ovos mexidos com fruta-do-dragão e pão de milho local, você não vai querer de outro jeito. O almoço costuma ser peixe grelhado pescado naquela manhã perto de Kanawa, servido sob a cobertura do solário. Aquele banco alongado na proa? É onde os hóspedes terminam depois do almoço, observando peixes voadores saltitando sobre águas espelhadas. Não tocamos música durante entradas de mergulho ou snorkel – apenas instruções da tripulação com sinais manuais. O silêncio mantém as mantas por perto.
O segundo dia começa com Padar na primeira luz do dia. Não ancoramos na baía principal; preferimos a enseada ao norte, a cinco minutos de bote do início da trilha. Menos gente, fotos melhores. Depois da caminhada entre os dragões em Komodo Island – obrigatória com guia – mergulhamos em flutuação ao longo do paredão de Pink Beach. A areia tem essa cor por causa de foraminíferos, não de coral, e permanece quente mesmo na maré baixa. Levantamos âncora cedo o suficiente para chegar a Manta Point às 15h, quando os postos de limpeza estão mais movimentados.
No terceiro dia, seguimos para Taka Makassar – um banco de areia que aflora apenas na maré baixa. Sim, é aquela foto do Instagram, mas também é o lugar onde as correntes diminuem o ritmo, ideal para iniciantes flutuarem sem serem arrastados. Calculamos a maré para que você possa atravessar a pé ao meio-dia. Depois, navegação tranquila até Kanawa para um último mergulho – o recobramento de coral desde 2018 vale a visita – e chegada a Labuan Bajo às 17h. Nada de corrida contra o relógio para o aeroporto.










