About 3 Island
Na primeira manhã, acordei antes do nascer do sol com o cheiro de sal e diesel, o motor trincando suavemente enquanto derivávamos em direção a Padar. Um dos tripulantes me entregou uma garrafa térmica de café javanês adocicado sem perguntar, sabendo que todos estaríamos acordados para a trilha. No convés, o céu tingia-se de laranja atrás da silhueta recortada da ilha. Éramos o único barco no lado norte. Às 6h15, subimos os serrotes, botas escorregando sobre entulho vulcânico, e alcançamos o cume justo quando o sol atingia as três baías em forma de crescente lá embaixo. Dali de cima, o oceano parecia vidro quebrado — turquesa, azul profundo e esmeralda se encontrando em linhas nítidas.
Passamos o resto do dia deslizando como sombras entre ilhas. Depois de Padar, ancoramos perto da Vila Komodo, onde acompanhamos um guarda-florestal na trilha dos dragões. Um lagarto macho imenso estava estirado no caminho, língua tremeluzindo, sem se impressionar. Mais tarde, na Pink Beach, fizemos snorkel em águas tão quentes que pareciam banheira, observando peixes-papagaio roendo corais logo abaixo da superfície. O guia do 3 Island apontou um polvo minúsculo se espremendo entre rochas. No Manta Point, duas mantas circularam o barco por vinte minutos, suas asas agitando a correnteza. Pulei com colete salva-vidas e flutuei, coração acelerado, enquanto uma passava tão perto que vi o padrão de cicatrizes nas costas.
O 3 Island não era grande — só uma cabine para a tripulação e espaços comuns, mas nunca pareceu apertado. Quatorze de nós nos espalhamos com facilidade. O convés superior tinha bancos longos e estofados sob um toldo de lona, perfeito para cochilos entre os pontos. No almoço, serviram filé de dourado grelhado com sambal e salada de mamão sobre folhas de bananeira. Nada de pratos sofisticados, mas tudo tinha gosto de frescor. Uma noite, comemos na Ilha Kanawa, pratos equilibrados no colo enquanto a maré subia pela praia. A equipe pendurou luzes de natal entre as cadeiras. Não era luxuoso, mas parecia autêntico.
Na manhã final, fomos a Taka Makassar. A correnteza estava suave e os corais, densos — formações de cervo, cérebro e placas cobrindo a areia. Vi um casal de peixes-palhaço entrando e saindo de uma anêmona, depois, mais tarde, uma tartaruga-marinha-verde deslizando como se tivesse todo o tempo do mundo. De volta a bordo, trocamos de roupa na plataforma traseira, enxaguando-nos em chuveiros de água salgada. O barco tinha duas áreas externas — uma na proa com almofadas no chão, outra na popa com assentos dobráveis sobre a água. Chegamos a Labuan Bajo às 15h, justo quando as barracas do mercado estavam sendo fechadas. Não me senti exausto do sol nem com enjoo — apenas pleno, em todos os sentidos.










